Como funciona o novo sistema de entrada na União Europeia O controle de fronteiras na União Europeia mudou de vez. O bloco tem um novo sistema de entradas. A partir desta sexta-feira (10), não vai mais ter carimbo no passaporte, será tudo digital. Quando desembarcar em solo europeu, o viajante vai ter que digitalizar o passaporte num totem de autoatendimento e fornecer dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial, e só depois passar pelos agentes de imigração. Ou seja, se prepare para filas e atrasos. "O tempo que vai ser gasto agora vai acabar sendo positivo, porque, a longo prazo, vai acelerar e tornar mais segura toda a nossa capacidade de viajar", afirma Anita Mendiratta, da Organização Mundial do Turismo. Acelerar porque os dados ficam gravados por alguns anos no sistema. E mais seguro porque garante que a pessoa que entra no bloco corresponde ao documento apresentado. O novo sistema se aplica a pessoas de fora da União Europeia ao entrarem em qualquer um dos 29 países do Espaço Schengen, com exceção da Irlanda e do Chipre. A implementação começou de forma gradual em outubro de 2025. Na época, causou muitas horas de espera em alguns aeroportos, como o de Lisboa. Importante lembrar que esse novo sistema não é o ETIAS, a autorização eletrônica de viagem, que deve ser implementado apenas no final de 2026. Um quadro informativo mostra os voos de partida no aeroporto de Lisboa AP Photo/Armando Franca